Sarapatel especial: Homenagem a Toninho Alves
“Toninho Alves, vendeu leite. Aos desvalidos, fornecia de graça. Vendeu gás, quem não podia pagar, não pagava. A casa do sítio do Barreiro de cima era morada de quem não tinha onde morar.
Labutou desde tenra infância, muito ligado ao majestoso Hotel Tamoyo. Tinha a confiança de Pedro Facchini, do pai e do filho, e também de Dona Elisa que o designou à atender a mesa da condessa Matarazo que lhe dava polpudas gorjetas.
Por um período trabalhou em São Paulo, no Hotel Artemis dos Facchini. Econômico e perspicaz amealhou uns trocados e passou a negociar gado, cavalos e sítios.
Ainda jovem casou com Edes que lhe deu 2 casais de filhos, uma penca de netos e vários bisnetos (não sei quantos, mas é um punhado). Constituiu uma família muito estimada, muito querida, muito prestativa.
Na política, vereador de vários mandatos, sucedeu o Tio Narciso e foi sucedido pelo filho André e pelo neto Vinícius. Foi presidente da Câmara, um vereador atuante, sempre preocupado com os mais necessitados.
Em fevereiro, convidado pela família amiga, participei do almoço dos 85 anos na panorâmica casa da Angélica. Sou muito grato à família que amiúde o trazia para nossa calçada para agradáveis prosas. Quantas lembranças! Velhos, a gente se recorda mais da infância, mais do passado remoto do que do passado recente. Eu gostava muito dos causos do amigo Toninho.
Em seus devaneios dos últimos dias, Toninho relatava as conversas que tinha com Santo Antônio, frequentador assíduo da casa da Rua Itapira. Santo Antônio incentivava-o a continuar ajudando crianças carentes. Ontem, ao findar sua bela jornada, Toninho foi encontrar-se com seu xará!”
*Texto escrito em 10/09/2026 por Ismael Rielli, em Homenagem ao amigo Toninho Alves
Foto: Arquivo Pessoal / Ismael Rielli
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