Corretora de imóveis de Águas de Lindóia é morta a tiros dentro de táxi na estrada da Ponte Preta
A corretora de imóveis Fabíola Fernandes Araújo, que atuava profissionalmente em Águas de Lindóia, foi morta a tiros na manhã desta quinta-feira (24), dentro de um táxi, durante o trajeto para uma propriedade rural no bairro Ponte Preta, em Itapira (SP).
Segundo o relato do motorista à Polícia Civil, dois homens em uma motocicleta perseguiram e interceptaram o veículo, anunciaram um roubo e, depois de levarem pertences da vítima, efetuaram disparos contra ela. Os suspeitos fugiram e, até a noite desta quinta-feira, ninguém havia sido preso.
Fabíola havia contratado o táxi porque estava sem carro e seguia para apresentar um sítio a um possível comprador. No local, outros dois corretores aguardavam a chegada dela e, diante da demora, decidiram sair em direção à estrada para verificar o que havia acontecido.
Conforme o depoimento do taxista, os criminosos se aproximaram do veículo e determinaram que o vidro fosse abaixado. Na sequência, exigiram a bolsa, o celular da corretora e a chave do veículo. Após o roubo, um dos homens efetuou pelo menos dois disparos contra Fabíola, que estava no banco dianteiro do passageiro. O motorista não foi atingido.
Depois dos disparos, o taxista teria deixado o veículo e seguido a pé por uma área elevada em busca de sinal de celular para conseguir acionar a Polícia Militar. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A Polícia Científica realizou a perícia e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Mogi Guaçu.
Moto teria seguido em direção a Águas de Lindóia
Ainda segundo as informações do boletim de ocorrência divulgadas pelo g1, os dois corretores que aguardavam Fabíola no sítio foram até a estrada após perceberem a demora. Eles teriam avistado a motocicleta utilizada pelos criminosos seguindo no sentido de Águas de Lindóia. A informação deverá ser analisada pela investigação, que busca identificar a rota utilizada pelos suspeitos após o crime.
A ocorrência mobilizou equipes policiais e o Serviço de Investigações Gerais (SIG) de Itapira. A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer a dinâmica, identificar os autores e determinar a motivação do assassinato. O caso foi inicialmente registrado como homicídio.
Roubo ou crime direcionado?
A subtração da bolsa, do celular e da chave do veículo levou veículos locais a noticiarem a possibilidade de latrocínio — roubo seguido de morte. Entretanto, a investigação ainda não definiu a motivação do crime.
Outra linha considerada nas apurações é a possibilidade de o assassinato ter alguma relação com a propriedade que Fabíola iria apresentar. Também é investigada a hipótese de crime encomendado. Até o momento, porém, não há conclusão oficial que confirme qualquer uma dessas possibilidades.
Em nota divulgada à imprensa, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Itapira, que instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias e identificar e prender os responsáveis. Segundo a SSP, nenhuma hipótese foi descartada pela investigação.
Colegas lamentam morte
O corretor de imóveis Carlos de Jesus, que trabalhava com Fabíola, afirmou que ela havia agendado a visita à propriedade com um comprador e que o transporte de táxi foi solicitado justamente porque ela estava sem veículo naquele dia.
Em depoimento divulgado pelo g1, Carlos descreveu Fabíola como uma profissional dedicada ao trabalho e lamentou a violência sofrida durante o deslocamento para uma atividade profissional.
Informações divulgadas pelo Itapira News, com base também em dados de redes sociais, apontam que Fabíola atuava como corretora de imóveis e também tinha formação e atuação na área de terapias e pedagogia. Familiares e amigos manifestaram pesar nas redes sociais após a confirmação da morte.
A Polícia Civil continua realizando diligências para localizar os dois homens envolvidos na abordagem e esclarecer se o crime ocorreu durante um roubo ou se havia outro motivo relacionado à vítima ou à negociação do imóvel.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre prisão ou identificação dos suspeitos.
Foto: Reprodução / Redes Sociais /Instagram/Itapira News
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