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Operação contra agiotagem apreende eletrônicos e dinheiro em Lindoia

agiotagem

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Lindoia e a Guarda Civil Municipal (GCM) desarticulou, na manhã desta sexta-feira, dia 24, um possível esquema de crimes contra a economia popular, popularmente conhecidos como agiotagem. A operação deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Village das Fontes.

A investigação, originária da Comarca de Bragança Paulista, mirou um endereço onde, segundo as autoridades, operava um sistema de empréstimos irregulares. Durante a incursão, que ocorreu de forma pacífica e sem resistência, os agentes realizaram buscas minuciosas tanto no imóvel quanto em dois veículos de luxo que estavam no local.

​A ofensiva resultou na coleta de um vasto material probatório que reforça a suspeita da prática ilícita enquadrada na Lei nº 1.521/1951. Entre os itens apreendidos estão:

​Eletrônicos: 09 celulares, 02 notebooks e 04 pen drives.
​Armamento: 01 simulacro de arma de fogo.
​Dinheiro: R$ 4.934,00 em espécie, além de cédulas de pesos colombianos e bolivianos.
​Documentação: Livros de contabilidade com anotações de movimentações financeiras, cartões bancários e farto material publicitário de oferta de empréstimos.

​Todo o material, juntamente com os envolvidos, foi levado à Delegacia de Polícia de Águas de Lindoia. A autoridade policial formalizou o Auto de Exibição e Apreensão, e os objetos seguirão para perícia técnica para auxiliar na instrução do inquérito judicial.

A operação destaca a integração entre as forças de segurança locais no combate a crimes financeiros que exploram a população vulnerável.

Crime de Agiotagem

A chamada “agiotagem” — prática de emprestar dinheiro a juros abusivos e fora das regras legais — é considerada no Brasil um crime contra a economia popular, pois prejudica diretamente pessoas em situação de vulnerabilidade financeira e desestabiliza relações econômicas justas. Esse tipo de conduta é tipificado principalmente na Lei nº 1.521/1951, que trata de infrações que afetam o equilíbrio econômico e o bem-estar coletivo.

Na prática, a agiotagem ocorre quando um indivíduo ou grupo concede empréstimos informais com taxas de juros muito superiores às permitidas por lei, muitas vezes sem contrato formal e acompanhados de ameaças, constrangimentos ou outras formas de coação para garantir o pagamento. Em muitos casos, as vítimas acabam presas em um ciclo de endividamento difícil de romper, o que agrava desigualdades sociais e financeiras.

De acordo com a legislação brasileira, cobrar juros excessivos — acima dos limites legais ou aproveitando-se da necessidade do devedor — pode configurar crime. A pena prevista na Lei nº 1.521/1951 inclui detenção de seis meses a dois anos e multa. Além disso, dependendo das circunstâncias, outras infrações podem ser caracterizadas, como extorsão, ameaça ou constrangimento ilegal, previstas no Código Penal Brasileiro, o que pode aumentar significativamente a punição.

Foto: Reprodução

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