A educação ambiental nas escolas brasileiras tem ganhado atenção crescente e não só no ambiente acadêmico. Uma pesquisa nacional divulgada recentemente mostra que 67% dos brasileiros acreditam que as escolas têm responsabilidade principal pela educação ambiental das crianças, e 58% consideram que os estudantes estão mais conscientes sobre o meio ambiente que seus pais, sinalizando uma demanda social por formação mais sólida nesta área desde as séries iniciais. A Associação Ambientalista Copaíba aponta caminhos práticos de transformação através da Educação.
A educadora ambiental da Associação Ambientalista Copaíba, Viviane Candotta Gabriel defende que a educação ambiental é mais do que conteúdos pontuais sobre reciclagem ou fauna e flora, trata-se de um processo educativo contínuo que desenvolve competências críticas, socioemocionais e atitudes proativas voltadas à sustentabilidade.
“Estudos e revisões de políticas educacionais indicam que, quando integrada ao projeto pedagógico das escolas com metodologias ativas, a educação ambiental fortalece não apenas o conhecimento técnico, mas o protagonismo estudantil e a reflexão crítica sobre desafios socioambientais contemporâneos”.
Para ela, o papel das escolas vai desde sensibilizar e conscientizar sobre os impactos das ações humanas até propor práticas concretas que conectem teoria e realidade local. Isso pode incluir hortas escolares, oficinas de reciclagem, projetos interdisciplinares que envolvam matemática, ciências e linguagens para analisar dados ambientais, além de parcerias com organizações e comunidades para ampliar a aprendizagem fora da sala de aula.
A Copaíba acredita que as escolas podem agir com:
- Vivências em campo e visitas pedagógicas: Programar visitas a projetos socioambientais, como os desenvolvidos pela Copaíba, amplia o repertório dos estudantes ao conectá-los com experiências concretas de conservação ambiental, educação ecológica e gestão sustentável do território. O contato direto com iniciativas reais ajuda a transformar conceitos abstratos em vivências significativas e inspira o engajamento cidadão.
- Projetos práticos: Hortas escolares, sistemas de coleta seletiva, monitoramento da qualidade da água ou do ar e clubes ambientais incentivam a responsabilidade direta dos alunos pelo ambiente escolar e pela comunidade. Essas iniciativas fortalecem o aprendizado pela experiência e estimulam o protagonismo juvenil.
- Currículos integrados: Inserir a educação ambiental de forma transversal nas disciplinas, construindo uma compreensão holística sobre meio ambiente, sociedade e economia, em vez de trabalhar o tema de forma isolada. A abordagem permite que conteúdos de ciências, geografia, matemática e linguagens dialoguem com desafios ambientais reais e locais.
- O impacto da educação ambiental vai além da sala de aula: alunos engajados tendem a influenciar práticas sustentáveis em suas famílias e comunidades, amplificando o efeito da educação e contribuindo para uma cultura de responsabilidade ambiental de longo prazo. Estudos internacionais mostram que programas de educação ambiental bem implementados podem aumentar o conhecimento e o comportamento pró-ambiental dos estudantes, impulsionando atitudes que perduram na vida adulta.
Em um mundo confrontado com desafios como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e desigualdades no acesso a recursos naturais, formar cidadãos conscientes, capazes de compreender problemas complexos e agir com responsabilidade, é, nas palavras de educadores e pesquisadores, uma das grandes tarefas da educação contemporânea.
A Copaíba se coloca como uma ferramenta importante neste caminho, abrindo seu espaço para ações de educação ambiental que já alcançaram mais de 40 mil participantes em suas vivências, e pretende ampliar ainda mais esses números graças a parcerias com empresas que também acreditam nesta missão.
Para quem tem interesse em participar de uma dessas vivências ou saber mais sobre o programa de educação ambiental da Copaíba, acesse o site https://copaiba.org.br/
Foto: Divulgação / Reprodução
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